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ERLICHIOSE
O que é a Erlichiose canina?
Como o cão é contaminado?
Quais são os sinais clínicos da Erliquiose?
Como a Erliquiose é diagnosticada?
O diagnóstico é difícil no início da infecção, pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças. A presença do carrapato e a ocorrência de outros casos da doença na região podem ser importantes para se confirmar a suspeita clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria
em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica
veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados.
Como tratar?
Como prevenir a doença?
COLABORAÇÃO: Drª Maria Thereza Custódio Santos Natali - CRMV-ES 0607
CINOMOSE
A cinomose é uma das mais frequentes enfermidades dos cães. É uma doença altamente contagiosa provocada por um vírus conhecido pelo nome
de Cinomose Canina (VCC). A doença ocorre principalmente em carnívoros terrestres que incluem o cachorro, o lobo, o coiote, o chacal,
a raposa, entre outros. Podendo acometer ainda os furôes/ ferrets, lontras, focas, golfinhos e alguns outros animais silvestres. Não acomete
os gatos domésticos.
TRANSMISSÃO
PROGNÓSTICO

Após a infecção, o vírus replica-se no organismo do animal sendo eliminado nas secreções respiratórias (tosse e espirro), secreções oculares, urina, fezes
e saliva por um período de 60 a 90 dias.
A transmissão pode ocorrer por inalação ou ingestão de gotículas de secreções de um animal com cinomose ou através de utensílhos, alimentos
e água contaminada com essas secreções.
A cinomose não é uma zoonose, isto é, não passa para seres humanos. Contudo,o homem pode carrear o vírus de um local para outro através de objetos como roupas e sapatos.
O vírus pode sobreviver por muito tempo em ambiente seco e frio. No entanto, podem permanecer menos de um mês em locais quentes e úmidos. É sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns como o cloro.
O vírus não escolhe sexo, raça nem época do ano. A doença é mais comum em filhotes entre 3 a 6 meses de idade, principalmente, em animais que não foram vacinados.
Condições que favorecem a infecção pelo vírus da cinomose:
ASPECTOS CLÌNICOS
Geralmente os proprietários de cães com cinomose observam depressão, indisposição, febre, movimentos rítmicos de um músculo ou de um grupo de
músculos (mioclonias), conjuntivite, andar cambaleante e paralisia nos membros pélvicos (“descadeirado").
A forma clínica da doença manifesta-se:
No Sistema Nervoso: convulsões, desequilíbrio, cabeça pendente, sacudir a cabeça.
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DIAGNÓSTICO
A combinação de alterações clínicas e da avaliação de exames laboratoriais normalmente conduz o médico veterinário ao diagnóstico presuntivo da infecção pelo vírus da cinomose. O diagnóstico definitivo necessita da visualização de inclusões virais (Corpúsculo de Lentz) no exame citológico.

O prognóstico é desfavorável para cães com comprometimento do Sistema nervoso central. O índice de fatalidade é grande.
TRATAMENTO
Não existe um tratamento específico para infecção pelo vírus da cinomose. O tratamento é de suporte. Geralmente, necessita de uma combinação de medicamentos baseado nas manifestações clínicas de cada paciente.
Infecções bacterianas secundárias do aparelho respiratório e digestivo são tratadas com antibióticos apropriados. Os anticonvulsivantes são administrados quando necessários, para o controle das convulsões. Imunomoduladores e polivitamínicos são receitados a fim de aumentar a resistência dos animais debilitados.
O conhecimento do cliente a respeito da doença é indispensável, uma vez que exigirá tempo, dedicação, paciência e cuidados especiais. O tratamento poderá durar meses, sendo que há possibilidades de cura ou não, dependendo da resposta do organismo de cada animal.
Os médicos veterinários e proprietários dos animais devem se tornar conscientes, que apesar do vírus da cinomose ser uma doença, em sua grande maioria de prognóstico desfavorável e de controle muitas vezes frustrante, a perspectiva do tratamento em longo prazo para alguns animais poderá ser positiva.
PREVENÇÃO
A vacinação é a melhor forma de prevenção da doença.
Os filhotes saudáveis devem ser vacinados com 45 dias de vida, e receber reforços a cada 3 semanas, até completarem 3 doses de vacina. Somente após este período o filhote poderá ter contato com outros animais e ter acesso à rua.
É importante lembrar que ao longo de sua vida o animal deverá ser vacinado, por um médico veterinário anualmente com uma dose desta vacina denominada OCTUPLA (V8).
Em caso de adoção e acolhimento de animais de rua ou sem histórico de procedência, o animal deverá passar pela avaliação de um médico veterinário competente que após uma análise prévia do animal determinará o esquema de vacinação adequado.
Atenção:
Dra Erica Baffa da Silva CRMV-ES 1124.